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Centro de Biotecnologia
e Terapia Celular do HSR

Células-Tronco

Células-tronco adultas

Utilizando células-tronco adultas obtidas de diferentes fontes, tais como a medula óssea, o tecido adiposo, o cordão umbilical e a polpa dentária, assim como células-tronco neurais e cardíacas, realizamos estudos da biologia dessas células, assim como testes de ação terapêutica em modelos animais. Visando ao aperfeiçoamento de protocolos terapêuticos, estudamos modificações e a associação de hormônios celulares e arcabouços moleculares para melhorar a sobrevivência e ação das células-tronco adultas. Estudos clínicos baseados nos achados experimentais já estão sendo realizados, utilizando toda a  infraestrutura do CBTC para o preparo de células.

iPSC
As células-tronco de pluripotência induzida (iPSCs, do inglês – induced pluripotent stem cells) têm características muito semelhantes às  células-tronco embrionárias (ESCs, do inglês embryonic stem cells), principalmente, quanto à capacidade de autorrenovação e diferenciação celular. As iPSCs podem ser geradas a partir de células adultas de diferentes tecidos do organismo. Em nosso laboratório, são geradas iPSCs humanas a partir da reprogramação de fibroblastos derivados da derme, células mesenquimais derivadas da medula óssea e eritroblastos derivados de amostra de sangue periférico. Estabelecemos a metodologia de reprogramação celular utilizando a nucleofecção de plasmídeos epissomais com os fatores OCT3/4, SOX2, L-MYC e KLF-4 (fatores Yamanaka), os quais foram determinados como essenciais para a alta eficiência e qualidade da reprogramação. São produzidas também células-tronco para reproduzir in vitro modelos de doenças humanas e desenvolver novas estratégias de tratamento.

Após o cultivo das iPSCs, as células são caracterizadas e monitoradas para diversos marcadores de pluripotência como TRA-1-60, SSEA-4, Oct3/4, Nanog, além de ensaios de diferenciação para os três folhetos embrionários (endoderma, mesoderma e ectoderma), teste para micoplasma e cariotipagem. Após estas caracterizações, damos início aos protocolos de diferenciação celular para progenitoras neurais, células tipo-hepatócitos e células tipo-cardiomiócitos, utilizando protocolos já pré-estabelecidos na literatura. De posse destas células diferenciadas derivadas das iPSCs, temos uma ótima ferramenta para estudos in vitro, que são utilizadas como modelos experimentais para determinadas doenças e estudos toxicológicos de drogas. Utilizando as iPSCs produzidas, podemos avaliar o potencial terapêutico das células diferenciadas derivadas de iPSC em diferentes modelos experimentais de doenças humanas.